@PHDTHESIS{ 2025:1233587375, title = {Matriz africana: experiências históricas e culturais da população negra no Seridó colonial (1720 – 1822)}, year = {2025}, url = "http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9862", abstract = "A presente tese busca compreender, no contexto da sociedade colonial, as formas inserção e modos de viver da população identificada como negra da região Seridó, espaço sertanejo, situado no limiar das capitanias do Rio Grande e Paraíba. A abordagem recai sobre o grupo estudado de maneira abrangente, isto é, o interesse engloba todas as possibilidades de condição jurídica (cativos, libertos e livres) entre 1720 e 1820. Busca aprofundar o conhecimento acerca do grupo pesquisado, rompendo com visões estereotipadas ou mal fundamentadas que se relacionam a uma tripla estigmatização: inexpressivo contingente de pessoas de ascendência africana na região, passividade dos cativos e demais pessoas identificadas como negras, quase exclusividade de lusitanos e seus descendentes na configuração cultural e política seridoense. Neste sentido, o recorte cronológico se justifica por abarcar desde o momento no qual a região ganha definitivamente feições coloniais, passando pelas transformações econômicas e sociais ocorridas ao longo do tempo, até a emancipação do Brasil frente a Portugal, o que propiciou novos parâmetros de relações políticas e sociais. Não deixa de considerar as conexões com as regiões vizinhas e com os demais espaços do “Mundo Atlântico”, bem como, defende a ideia de que as vivências e experiências de mulheres e homens de ascendência africana no Seridó colonial possuem especificidades que ainda carecem de ser elucidadas, além de terem contribuído significativamente para a construção da região enquanto palco de relações sociais, culturais e políticas. Portanto, o ponto central do presente trabalho é a compreensão de como os africanos e seus descendentes, que experienciaram a vida no lugar em pauta, puderam resistir a um contexto opressivo, construir expectativas de vida e agenciar, na medida do possível, a efetivação das mesmas. Assim, coloca à prova a hipótese daqueles sujeitos e grupos como colonizadores e não como massa passiva de trabalhadoras e trabalhadores. Espera-se, desta forma, contribuir para uma melhor compreensão dos processos históricos de que foi partícipe a população seridoense, sobretudo aquela identificada como negra.", publisher = {Universidade Federal Rural de Pernambuco}, scholl = {Programa de Pós-Graduação em História}, note = {Departamento de História} }